Se você ainda não conhece esse mangá escrito pelo ONE e ilustrado pelo talentoso Kiyoto Shitara, prepare-se para mergulhar em um mundo repleto de “macetes ridículos” capazes de alterar a realidade, loucuras e, claro, muito humor.
A premissa de Bug Ego gira em torno de “hacks” improváveis que, quando realizados da maneira correta (e sempre bizarra), alteram drasticamente o curso dos acontecimentos.
Vimos nosso protagonista, Hitsujiya, literalmente correr pelado pelo campo para reiniciar o tempo, voltando para o passado.
A arte de Kiyoto Shitara é linda, e temos traços super refinados, com preenchimentos marcantes na escala de cinza, e um estilo que muitas vezes dá um sensação aprofundada de "realismo".
No primeiro capítulo fomos apresentados ao “hack” da volta ao passado, agora, no segundo, o destaque está em outro truque surreal: sonhos lúcidos. O Kokudo – que é o cara que mais manja de hacks – apresenta um hack que combina ações simples do dia a dia (tomar banho, escovar os dentes, recitar algumas frases, etc.) para ativar sonhos lúcidos ao dormir.
Porém, após algumas tentativas de utilizar este mesmo bug da maneira correta, o Hitsujiya acaba se metendo em uma enrascada: ele sem querer invade o sonho de Kokudo - isso abre espaço para uma nova dinâmica: ambos passam a dividir aquele mundo onírico, transformando-o numa espécie de “base secreta” conjunta.
Claro que as coisas logo fogem do controle. Aparece um inesperado terceiro elemento no sonho, gerando uma grande perseguição e um clímax angustiante.
“Bug Ego é bizarro?** Sim! Mas é justamente isso que torna o mangá tão viciante. A mistura de comédia, ação e elementos surreais faz com que cada capítulo seja uma aventura única.
Por isso, eu não tenho dúvidas de que, no futuro, a obra pode se tornar um sucesso em anime, dada a criatividade do ONE (One Punch Man, Mob Psycho 100 e Versus).
– Mac